Ministério não retira Direcção Regional de Economia a Aveiro
Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro reuniu-se com o Ministério da Economia para convencer a tutela a devolver o organismo a Coimbra
Rui Cunha
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC) foram recebidos na segunda-feira no Ministério da Economia, em Lisboa, para voltar a reivindicar o regresso da sede da Direcção Regional de Economia do Centro (DREC) a Coimbra, de onde em 2009 se mudou para Aveiro. Mas a pressão sobre a tutela foi infrutífera, revelou ontem a sindicalista Marly Antunes.
Segundo a porta-voz do STFPC, o Ministério da Economia, agora liderado por Vieira da Silva, não cedeu à exigência de devolver aquele organismo a Coimbra. “A decisão de não revogar o anterior despacho é lamentável e uma teimosia do Governo na linha da sua habitual arrogância. É uma derrota para o país”, afirmou.
“Decisão é uma teimosia do Governo na linha da sua habitual arrogância”
A representante do sindicato sustenta que a nova sede da DREC tem conhecido um “número ridículo” de atendimentos. Além disso, acrescenta, “todos” os processos iniciados em Aveiro têm de ser concluídos em Coimbra, por falta de condições na sede.
“Tem sido uma experiência ruinosa. É um desperdício inadmissível de meios materiais e humanos”, avalia Marly Antunes, que defende o retorno do organismo a Coimbra e a criação de um balcão de atendimento em Aveiro.
A DREC começou a funcionar em Aveiro em Julho do ano passado por decisão de Manuel Pinho, ministro da Economia durante grande parte da legislatura anterior e que nas eleições legislativas de 2005 foi o cabeça-de-lista do PS pelo distrito.
A mudança da sede foi muito contestada desde o início em meios sindicais e políticos e chegou mesmo a ser criada uma petição em defesa da permanência da instituição em Coimbra. O documento, dirigido ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e a vários ministros, foi assinado por quase 3.500 subscritores.