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| Aveiro - segunda-feira, 26 de Outubro de 2009 |
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| No próximo dia 31, o encontro está marcado às 10.30 horas, no Cais da Fonte Nova, em Aveiro, para uma caminhada por uma causa em tons de “cor-de-rosa” |
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Sandra Simões Foto de Arquivo
No próximo dia 31, Aveiro vai caminhar por uma causa – o cancro da mama. O início está previsto para as 10.30 horas, no Cais da Fonte Nova.
A iniciativa integra-se num vasto conjunto de acções inspiradas na erradicação daquele cancro, as quais vão ocorrer um pouco por todo o país. Aveiro entra nesta “luta” com a Caminhada Rosa, organizada por Susana Mesquita (responsável pelo Genesis, um Espaço de Saúde e Bem-Estar inaugurado em Junho), que conta com o apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
“A Caminhada Rosa é um passeio que propomos às mulheres e famílias, que começa no Cais da Fonte Nova e termina no jardim do Rossio. O grande objectivo é alertar a população feminina para a necessidade de fazer rastreios e apostar na detecção precoce do cancro da mama”, explica a terapeuta.
No seu entender, além de se apostar pouco nos rastreios, nem sempre se valorizam os sinais de alerta que o corpo vai dando. “Sempre que repararem em algo esquisito, não fiquem indiferentes. Isso pode fazer toda a diferença”, frisou.
Mas, os objectivos desta caminhada não se ficam por aqui. “Também pretendemos sensibilizar a população para a adopção de hábitos de alimentação e de vida saudáveis, concretamente a prática de desporto. Por isso mesmo, ao longo do percurso vão sendo distribuídos folhetos informativos e dadas explicações sempre que solicitadas”, adianta a responsável.
Por fim, o objectivo social: “Vamos apelar às pessoas para que façam donativos a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro”, lembrando que são contribuições dedutíveis em IRS.
Recorde-se que o cancro da mama é o mais comum nas mulheres e a sua incidência tem aumentado gradualmente. A taxa de mortalidade para o cancro da mama mantém-se praticamente ao mesmo nível que em 1930, e embora o cancro do pulmão seja actualmente responsável por um maior número de mortes entre as mulheres do que o cancro da mama (fatal em 87% dos casos), este último é o mais comum.
Uma peça de roupa rosa
Acupunctora e massagista terapeuta, Susana Mesquita apela a todos os participantes (gostaria de ver reunidos 100) que vistam uma peça de roupa cor-de-rosa durante a marcha. “É uma forma simbólica de passarmos a mensagem e envolvermos mais intensamente as pessoas”, diz, recordando o tradicional laço rosa da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
A organização deste evento conta, ainda, com a participação de cinco pessoas e o apoio do Movimento Vencer e Viver, que vai estar representado por alguns elementos no dia da caminhada, “enquanto excelentes exemplos de coragem e vitória sobre a doença”.
Para mais informações/inscrições, os interessados devem telefonar para o 910500334, 927091334 ou 935313408.
Formas de detecção precoce do cancro
Embora não se saiba como evitar todos os tipos de cancro, alguns podem ser detectados precocemente, de forma a ser administrado o tratamento adequado. Na maioria dos casos, a detecção precoce e o tratamento imediato levam a um prolongamento do tempo de vida, e quanto mais cedo for detectado um cancro maior é a probabilidade de cura.
São métodos de detecção precoce as análises clínicas (sangue, urina, líquido pleural, etc.) e os testes de imagem, que permitem obter imagens do interior do corpo. São importantes para determinar a localização, tamanho e extensão da doença (radiografia, TAC, ecografia, endoscopia, etc.).
Igualmente reconhecida como forma de detecção é a biópsia e o estudo anatomopatológico, pois permitem o analisar os tecidos. Quando o resultado das análises e testes de imagem indicam a existência de uma lesão suspeita de malignidade, é necessário avaliar se se trata de um cancro.
Tão importante como conhecer o órgão onde se encontra o tumor é conhecer o tipo de célula que o forma. Para isso, é necessária uma amostra de células do tecido.
Nalguns países, onde um determinado tipo de cancro constitui um problema mais importante, estão a ser utilizadas metodologias de rastreio. É um termo lato que serve para descrever qualquer método através do qual vários indivíduos podem ser testados quanto a uma doença específica, embora não existam sintomas da mesma. O teste mostra se há sinais de que a doença poderá vir a desenvolver-se, ou se já existe. |
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