Encerrou em Junho passado, por falta de médico, mas a colocação de uma funcionária administrativa, a expensas da Câmara, pode ajudar a reabertura
Eduardo Jaques FOTO DR
É uma “luta” antiga, que pode agora dar frutos na freguesia de Santa Catarina, onde a aposentação de um médico levou ao encerramento, em Junho do ano transacto, da Extensão de Saúde local. Apesar dos esforços nesse sentido, nunca chegaram a ser criadas condições para a sua reabertura, obrigando os utentes a deslocarem-se ao posto de saúde mais próximo. Tanto quanto apurámos, foi um antigo vereador, Jorge Simões, enquanto membro da Comissão de Melhoramentos de Sorães, quem se propôs a “negociar” com a Administração Regional de Saúde e o Centro de Saúde de Vagos Instado a colaborar, o Executivo camarário acabou por se juntar à instituição de Santa Catarina nas conversações com a entidade de saúde. O resultado está à vista: vai ser assinado em breve um protocolo, no qual a Câmara de Vagos ficará responsável pela colocação, de imediato, de uma funcionária administrativa, na referida Extensão de Saúde. Vai trabalhar dois dias por semana, segundas e quartas-feiras, das 8 às 13.30 horas, e o protocolo entrará em vigor em Fevereiro. Foi, ainda, acordado que tal situação deverá vigorar até à constituição das Unidades de Saúde Familiares (USF), e até se perceber “se há ou não interesse em manter as extensões abertas no concelho de Vagos”. Ouvido pelo Diário de Aveiro, o presidente da Câmara Municipal, que elogiou o trabalho levado a cabo pelo dirigente da Comissão de Melhoramentos de Sorães, confirmou que “a nossa luta, enquanto autarquia, é que os serviços de saúde de proximidade possam manter-se em funcionamento”. Contudo, Rui Cruz sabe que a intenção do Governo é “encerrar tudo quanto é serviço de proximidade”. Uma medida “cega”, reconheceu o autarca vaguense, convicto de que a mesma visa a redução de custos. Considerando que, desde sempre, o Governo “embirrou em levar por diante as suas políticas financeiras, e não de saúde, até às últimas consequências”, Rui Cruz avisa que “pode acontecer que, a exemplo do que sucede no país, os serviços de proximidade venham a encerrar no concelho de Vagos”.