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O Clube do Povo de Esgueira vive um dos mais negros períodos da sua história. Com a falta de soluções a nível financeiro, o Esgueira não conseguiu inscrever a sua principal equipa masculina na Proliga. Dai até à extinção foi um pequeno passo. Para a próxima temporada desportiva, o Esgueira irá estar apenas competir no sector masculino, em escalões de formação. Mesmo em Juniores A só com muito esforço é que irá haver equipa. Isto porque, até ao momento, não existem jogadores suficientes para formar uma equipa. Também na direcção o clube já viveu melhores momentos. Actualmente, apenas três elementos se mantêm em funções, acompanhados por um grupo de cidadãos da freguesia que procuram, por todos os meios, não deixar “cair” a colectividade. Ex-jogadores e ex-directores fazem parte deste grupo, onde o essencial passa por manter os treinadores e atletas que não rumaram para outras equipas. Senhor de um rico historial e símbolo de uma freguesia, o Esgueira, fundado em 8 de Novembro de 1956, conquistou títulos em seniores mas também na formação. Formou atletas que viriam a competir em equipas de renome e esteve envolvido na constituição do Aveiro Basket, SAD mas já antes, em 1997, tinha dado o primeiro passo na constituição de sociedade desportiva designada por Aveiro Esgueira Basket. Hoje, os tempos são outros. Diametralmente opostos. Com visão de futuro, às portas do antigo pavilhão inaugurado em Março de 1983, está projectada a construção de um novo pavilhão, mais moderno e adequado aos tempos de hoje. Mas a débil situação financeira, aliada à extinção de equipas e à consequente menor exposição mediática, podem significar um largo passo atrás.l ------ Que lugar no clube para o técnico Pedro Costa? n Com títulos nacionais, também o sector feminino caminha para um “beco de saída”. Actualmente, o colectivo de João Jaime Moutinho compete na Liga principal. Mas o cenário para 2009/2010 irá ser antagónico. Sem dinheiro e sem algumas atletas que vestirão outras camisolas, casos de Inês Faustino e Mariana Alves, que assinaram pelo Vagos e de Ana Marcos, regressou ao Gafanha, o Esgueira irá jogar na 2.ª Divisão Nacional. Uma descida abrupta, mas que terá ao leme o mesmo homem: João Jaime Moutinho. Em campo, a capitã Maria Cristo, actual símbolo máximo do clube, manteve-se fiel ao Esgueira, apesar de ter recebido vários os convites. Incerto está o futuro desportivo de Pedro Costa. O até agora treinador principal da equipa sénior masculina irá continuar ao serviço do Clube do Povo de Esgueira. Mas a função ainda está condicionada à existência de Juniores A. Caso o clube consiga atletas em número suficiente para inscrever a equipa, Pedro Costa será o técnico. Se tal não vier a acontecer, passará a coordenador de toda a formação do Esgueira. Cenários que se colocam, mas que, em conclusão, transmitem uma certeza: o histórico e popular Clube do Povo de Esgueira entra num período de profunda “sonolência”. Legenda (situacaoesgueira): PEDRO COSTA mantém-se apesar da extinção dos seniores masculinos
Aveiro - segunda-feira, 27 de Julho de 2009 Publicar no Facebook

Esgueira: o adormecer de um ex-gigante
A débil situação, directiva e financeira, condiciona o futuro de um histórico do basquetebol aveirense
O Clube do Povo de Esgueira vive um dos mais negros períodos da sua história. Com a falta de soluções a nível financeiro, o Esgueira não conseguiu inscrever a sua principal equipa masculina na Proliga.

Dai até à extinção foi um pequeno passo. Para a próxima temporada desportiva, o Esgueira irá estar apenas competir no sector masculino, em escalões de formação. Mesmo em Juniores A só com muito esforço é que irá haver equipa. Isto porque, até ao momento, não existem jogadores suficientes para formar uma equipa.

Também na direcção o clube já viveu melhores momentos. Actualmente, apenas três elementos se mantêm em funções, acompanhados por um grupo de cidadãos da freguesia que procuram, por todos os meios, não deixar “cair” a colectividade.

Ex-jogadores e ex-directores fazem parte deste grupo, onde o essencial passa por manter os treinadores e atletas que não rumaram para outras equipas.

Senhor de um rico historial e símbolo de uma freguesia, o Esgueira, fundado em 8 de Novembro de 1956, conquistou títulos em seniores mas também na formação.

Formou atletas que viriam a competir em equipas de renome e esteve envolvido na constituição do Aveiro Basket, SAD mas já antes, em 1997, tinha dado o primeiro passo na constituição de sociedade desportiva designada por Aveiro Esgueira Basket.

Hoje, os tempos são outros. Diametralmente opostos. Com visão de futuro, às portas do antigo pavilhão inaugurado em Março de 1983, está projectada a construção de um novo pavilhão, mais moderno e adequado aos tempos de hoje. Mas a débil situação financeira, aliada à extinção de equipas e à consequente menor exposição mediática, podem significar um largo passo atrás.

Que lugar
no clube
para o técnico
Pedro Costa?

Com títulos nacionais, também o sector feminino caminha para um “beco de saída”. Actualmente, o colectivo de João Jaime Moutinho compete na Liga principal. Mas o cenário para 2009/2010 irá ser antagónico.

Sem dinheiro e sem algumas atletas que vestirão outras camisolas, casos de Inês Faustino e Mariana Alves, que assinaram pelo Vagos e de Ana Marcos, regressou ao Gafanha, o Esgueira irá jogar na 2.ª Divisão Nacional. Uma descida abrupta, mas que terá ao leme o mesmo homem: João Jaime Moutinho.

Em campo, a capitã Maria Cristo, actual símbolo máximo do clube, manteve-se fiel ao Esgueira, apesar de ter recebido vários os convites.

Incerto está o futuro desportivo de Pedro Costa. O até agora treinador principal da equipa sénior masculina irá continuar ao serviço do Clube do Povo de Esgueira. Mas a função ainda está condicionada à existência de Juniores A.

Caso o clube consiga atletas em número suficiente para inscrever a equipa, Pedro Costa será o técnico. Se tal não vier a acontecer, passará a coordenador de toda a formação do Esgueira.

Cenários que se colocam, mas que, em conclusão, transmitem uma certeza: o histórico e popular Clube do Povo de Esgueira entra num período de profunda “sonolência”.
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