João Peixinho n O vereador do PS na Câmara de Aveiro, Nuno Marques Pereira, disse ontem ao Diário de Aveiro que o negócio feito entre a autarquia e o Beira-Mar “soa mal”. O socialista referia-se à transferência do terreno das piscinas, da autarquia para o Beira-Mar, num negócio avaliado em 1,2 milhões, quando, “no mesmo dia”, segundo o vereador, o clube o vendeu por 2, 5 milhões de euros, o que representou um encaixe financeiro de 1,3 milhões. Por isso, Marques Pereira diz que os vereadores “querem ser informados formalmente do âmbito deste negócio”. Da parte da Câmara, o Gabinete de Imprensa apenas confirma a escritura dos terrenos, transferindo-os da autarquia para o clube. Para que não fossem levantadas dúvidas, a Câmara deveria pagar “em dinheiro” o que deve ao Beira-Mar e “normalizar as relações entre a Câmara, EMA e Beira-Mar, que se encontram sob um ambiente crispado e nebuloso”, afirma o vereador do PS. O presidente da Comissão Administrativa do clube, Mano Nunes, confirmou ontem ao Diário de Aveiro a venda do terreno por 2,5 milhões de euros a uma empresa imobiliária de investimentos. Com a venda consumada, o Beira-Mar entregará 1,2 milhões à Câmara e ficará com a parte restante, cerca de 1,3 milhões que representam uma “mais-valia para o clube”, segundo Mano Nunes. Adianta ainda o presidente da Comissão Administrativa que irá solicitar um encontro com o Executivo municipal no sentido de “rever o protocolo” celebrado entre a autarquia e o Beira-Mar, ao abrigo do qual foi feita a negociação do terreno das piscinas. A Comissão Administrativa diz que é necessária esta revisão, uma vez que não se verificaram as expectativas em relação ao valor a alcançar com a venda do terreno. O Beira-Mar conseguiu 2,5 milhões de euros com o negócio quando era expectável conseguir nove milhões de euros. l Legenda PAULO RAMOS: Terrenos das piscinas foram vendidos por 2,5 milhões de euros
Autarquia transfere terrenos das piscinas para o Beira-Mar por 1,2 milhões de euros. Clube vende-os de seguida por 2,5 milhões
João Peixinho Foto: Paulo Ramos
O vereador do PS na Câmara de Aveiro, Nuno Marques Pereira, disse ontem ao Diário de Aveiro que o negócio feito entre a autarquia e o Beira-Mar “soa mal”.
O socialista referia-se à transferência do terreno das piscinas, da autarquia para o Beira-Mar, num negócio avaliado em 1,2 milhões, quando, “no mesmo dia”, segundo o vereador, o clube o vendeu por 2, 5 milhões de euros, o que representou um encaixe financeiro de 1,3 milhões.
Por isso, Marques Pereira diz que os vereadores “querem ser informados formalmente do âmbito deste negócio”. Da parte da Câmara, o Gabinete de Imprensa apenas confirma a escritura dos terrenos, transferindo-os da autarquia para o clube.
Para que não fossem levantadas dúvidas, a Câmara deveria pagar “em dinheiro” o que deve ao Beira-Mar e “normalizar as relações entre a Câmara, EMA e Beira-Mar, que se encontram sob um ambiente crispado e nebuloso”, afirma o vereador do PS.
O presidente da Comissão Administrativa do clube, Mano Nunes, confirmou ontem ao Diário de Aveiro a venda do terreno por 2,5 milhões de euros a uma empresa imobiliária de investimentos.
Com a venda consumada, o Beira-Mar entregará 1,2 milhões à Câmara e ficará com a parte restante, cerca de 1,3 milhões que representam uma “mais-valia para o clube”, segundo Mano Nunes.
Adianta ainda o presidente da Comissão Administrativa que irá solicitar um encontro com o Executivo municipal no sentido de “rever o protocolo” celebrado entre a autarquia e o Beira-Mar, ao abrigo do qual foi feita a negociação do terreno das piscinas.
A Comissão Administrativa diz que é necessária esta revisão, uma vez que não se verificaram as expectativas em relação ao valor a alcançar com a venda do terreno. O Beira-Mar conseguiu 2,5 milhões de euros com o negócio quando era expectável conseguir nove milhões de euros.